Um mundo abasourdi se congelou ao descobrir que Prince Andrew, filho da rainha Elizabeth II, foi acusado de abusos sexuais por Virginia Giuffre no esquema de tráfico sexual de Jeffrey Epstein.

Virginia Giuffre, recrutada aos 16 anos em Mar-a-Lago pela Ghislaine Maxwell, alegou ter sido traficada para Andrew quando tinha 17 anos. Segundo ela, ocorreram três encontros sexuais: um em Londres (março de 2001, na casa de Maxwell, após foto famosa), outro em Nova York e um terceiro na ilha Little Saint James, de Epstein. Giuffre descreveu Andrew como “entitled” (convencido de que sexo com ela era seu “birthright” — direito de nascimento).
O caso explodiu em 2015, quando Giuffre processou Maxwell por difamação. Em 2019, a BBC Panorama exibiu sua entrevista bombástica: “Ele sabia que eu era menor”. Andrew negou tudo em 2019 no Newsnight, alegando “nenhuma lembrança” e o famoso álibi do Pizza Express. A entrevista foi um desastre público.
Em 2022, Andrew chegou a um acordo extrajudicial com Giuffre por cerca de £12 milhões (sem admitir culpa). Em 2025, após o memoir póstumo de Giuffre, Nobody’s Girl (lançado em 21 de outubro), que o nomeou 88 vezes, o rei Charles III revogou todos os títulos e honras de Andrew em 30 de outubro, renomeando-o Andrew Mountbatten-Windsor e ordenando sua saída de Royal Lodge.
O mundo ficou chocado: um príncipe acusado de abusar de uma menor traficada, protegido por anos, só caindo após a morte trágica de Giuffre (suicídio em 25 de abril de 2025, aos 41 anos). A revelação expôs não só Andrew, mas a rede de silêncio que o cobriu.
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